2-Modelagem Básica
Nos exemplos anteriores, mostramos as redes de Petri apenas usando arcos comuns. Vale ser ressaltado que arcos comuns que conectam transições a lugares ou lugares a transições, habilitam transições para o disparo apenas quando existirem tokens nos lugares de entrada das mesmas. Por exemplo, na rede abaixo a transição Saída apenas pode ser disparada quando houver ao menos um token no lugar Estoque.
Modelo de estoque.
Diferentemente do arco comum, o arco inibidor inibe o disparo da transição quando o lugar de entrada possui tokens. Quando ocorre o contrário, isto é, quando o lugar de entrada não possui tokens a transição, a transição é habilitada para o disparo. Graficamente um arco inibidor é representado com uma circunferência na extremidade final. Os arcos inibidores sempre têm sua origem em um lugar e o final em uma transição e não vice-versa. Isso ocorre, pois, o objetivo prático do uso do arco inibidor é inibir ou habilitar a ação de uma transição. O lugar que é conectado à transição por meio de um arco inibidor é chamado de lugar inibidor. Abaixo é apresentado um exemplo de uma rede de Petri com arco inibidor. No Estado 1, o arco inibidor conecta o lugar Lugar0 à transição Transição0. No estado 2, a transição Transição0 é disparada porque o lugar Lugar0 não possui tokens. Ao ser disparada, a transição Transição0 gera um token no lugar Lugar1. Note que se houvessem tokens no lugar Lugar0, a transição Transição0 não poderia ser disparada (a ação da transição estaria inibida devido ao arco inibidor).
Rede com arco inibidor.
Animação de uma rede com arco inibidor.