1-Introdução
Em muitas áreas como, por exemplo, Ciência da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Robótica e Química, os sistemas não são analisados diretamente, mas sim, através de modelos. A vantagem de se usar modelos é que eles nos permitem abstrair um problema complexo de modo a torná-lo mais simples. Isso consiste em desconsiderar detalhes sem importância para se concentrar nas características essenciais do problema. Além disso, esses modelos (e.x.: tempo de resposta ou disponibilidade) podem ser usados para situações em que é muito caro e até mesmo impossível testar ou medir certas características dos sistemas. Nos próximos tópicos serão mostrados exemplos de como, a partir de uma situação real, abstrair um problema e modelar usando as redes de Petri.
Entre os vários métodos de modelagem existentes, as RdP destacam-se como uma ferramenta gráfica e matemática eficiente na modelagem e análise de sistemas complexos. As redes de Petri foram desenvolvidas por Carl Adam Petri como parte da sua tese de doutorado em 1962. Tal formalismo possibilita modelar com facilidade sistemas onde há a ocorrência de paralelismo, sequenciamento, escolha não-determinística, sincronismo, compartilhamento de recursos, concorrência e exclusão mútua. Desse modo, também, possibilita identificar gargalos no sistema e assim propor melhorias. Os elementos das redes de Petri se resumem em transições, arcos, lugares e tokens. Abaixo são apresentados os elementos gráficos de uma rede de Petri básica.
Elementos básicos de uma rede de Petri.